Hoje descobri que sou santo, com direito a igreja e tudo. Vai ver que é por isso que as pessoas diziam, dizem: ele parece um santo; ele tem cara de santo. Eu ficava sem entender.
Tem uma romântica e linda igreja em minha honra no simpático distrito de Viana do Castelo, Portugal.Vou deixar desde já escrito que quando morrer quero ser enterrado lá. Assim, os devo
tos quando perguntarem: De quem é esse túmulo, um gajo, possivelmente, responderá, que é o do Cláudio Nogueira. Desta forma, quem sabe, por acúmulos de orações, eu seja transferido, do "reformatorio" em que me encontrarei, para o Céu.
Mas pá, estou aqui a pensare como os meus botões: devo eu ir até lá cobrar royalties. Vinte por cento do dízimo está de bom tamanho.
Peçam que eu rogue por vós, que eu rogarei.
Queres ver a minha igreja ? Clica aqui:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=329034
Igreja de São Claudio de Nogueira em Viana do Castelo
"No local de um templo do século VI, fundado por S. Martinho de Dume, foi construída a igreja monacal durante o século XII. É um modesto templo de linhas sóbrias, que se insere no românico do Alto Minho. Destacam-se os motivos zoomórficos do seu tímpano. A sacristia foi acrescentada em finais do século XVII e no século XIX o óculo da fachada."
Agora só preciso morrer, porque igreja eu já tenho. Deixarei no meu testamento que quero ser enterrado na minha igreja.
Cláudio Nogueira
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Brasília é uma borboleta
Hoje é Bodas de Ouro de Brasília, 510 anos do Brasil, 218 anos de enforcamento de Tiradentes.
Aqui vem a primeira pergunta: Qual é o formato de Brasília? Essa é fácil. O Plano Piloto de Brasília tem o formato de um avião. Mesmo quem não conhece a história, olhando a foto aérea da cidade e fazendo associação com a palavra piloto, a resposta é moleza: avião.Certo? Errado. Plano Piloto era o que pedia o edital; e o formato do Plano Piloto de Brasília é uma borboleta.
Antes que alguém diga que agora eu viajei na maionese, transcrevo aqui a última entrevista de Lúcio Costa, dada ao Correio Brasiliense em 6 de outubro de 1997, na ocasião tinha 95 anos, e viria a falecer no ano seguinte:
O que aborreceu o "pai de Brasília" foi a comparação feita por várias pessoas, de que a capital foi idealizada como se fosse um avião.‘‘Não tem nada de avião! É como se fosse uma borboleta.Jamais foi um avião! Coisa ridícula! Seria inteiramente imbecil fazer uma cidade com o formato de avião. Do triângulo da Praça dos Três Poderes, que é a cabeça da cidade, surgiu a Esplanada para receber esses prédios destinados aos Ministérios. Surgiu o Eixo Monumental, não num sentido pretensioso, numa plataforma mais elevada.’’
Pai de Brasília ? Mas quem é o pai de Brasília ?
Apesar de reconhecer que os monumentos do arquiteto Oscar Niemeyer deram características próprias a Brasília, Lúcio Costa não divide a paternidade sobre a criação da capital.‘‘Eu criei a cidade, o projeto é meu! Eu comecei pelo princípio: a capital são os três poderes. De modo que essa cidade teria que ser caracterizada, de nascença, por essas circunstâncias, de ser a capital da República. E hoje todo mundo conhece a Praça dos Três Poderes, formada por um triângulo equilátero,equivalente,porque os poderes são independentes e, teoricamente, autônomos. Então, a Praça dos Três Poderes foi o ponto de partida.’’Lembra que nem mesmo o presidente Juscelino Kubitschek deu piteco sobre o projeto urbanístico da nova capital.‘‘Juscelino não deu palpite nenhum,nenhum mesmo! Juscelino deu todo apoio ao meu projeto.’’
O projeto de Lúcio Costa determinou o formato da cidade, ruas, avenidas, os sítios dos palácios, a praça dos Três Poderes, os prédios dos ministérios, os eixos, etc. Coube a Oscar Niemeyer embelezar a cidade com a sua arquitetura. Portanto, Brasília tem um fundador, Juscelino Kubistschek, e dois pais.
Hoje, ter dois pais do mesmo sexo já é mais comum, mas não era há 50 atrás.
A Xícara e o Pires
“Ao traçar as formas [do Congresso Nacional] Niemeyer teria se inspirado num diálogo ocorrido entre George Washington e Thomas Jefferson, na fundação dos Estados Unidos. Durante um chá da tarde, Washington defendia a existência de duas casas, Jefferson argumentava que seria melhor ter apenas uma assembléia legislativa.
- Por que você põe o chá no pires? – teria dito Washington.
- Para esfriar – teria sido a resposta de Jefferson."
Como a República brasileira nasceu bicameralista - com uma casa esfriando os debates calorosos da outra - o Congresso brasileiro ganhou a forma de uma xícara e um pires na sua transferência para Brasília.
A Catedral do Ateu
Comunista de carteirinha e ateu por ideologia, Niemeyer teria usado símbolos cristãos na idealização da Catedral de Brasília. As colunas que a sustentam seriam os dedos cruzados das mãos em forma de oração. Além disso, ela é uma das raras catedrais cuja entrada é feita por um túnel abaixo do nível do solo – o que parece ser uma clara referência às catacumbas romanas que abrigaram os primeiros cristãos.
A Foice e o Martelo de JK
Em pleno regime militar, Niemeyer teria se inspirado no velho símbolo da bandeira da extinta União Soviética para erguer sua homenagem a Juscelino Kubitschek. No Memorial JK, que ocupa o lugar planejado para o legislativo do Distrito Federal, o pedestal com a estátua do presidente que criou Brasília lembra inegavelmente a foice e o martelo.
Curiosidades
- Do início da obra até a inauguração foram 42 meses. Do Rio para Brasília, JK fez 365 viagens.
- Em 1813, o jornalista Hipólito José da Costa, fundador do Correio Braziliense, primeiro jornal brasileiro, editado em Londres, redigiu artigos em defesa da interiorização da capital do País, para área "próxima às vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para o norte, sul e nordeste".
- "O modelo dos táxis deve ser previamente estabelecido. Deve ser o DKW CINZA ESCURO, de preferência de quatro portas..." Lúcio Costa, em carta ao presidente da Novacap.
- "(...) A via de comunicação W-3 não deve ser intensamente iluminada. Trata-se de via secundária. (...)" Lúcio Costa, em carta a Ismael Pinheiro, construtor de Brasília.
- “O presidente voava para Manaus com alguns ministros. Pretendia fazer uma rápida parada em Goiânia, e assinar o documento (propondo ao Congresso à abertura da Novacap, empresa pública responsável pela construção da capital.) No aeroporto, o governador Juca Ludovico (de Goiás) e uma multidão o esperavam, mas o mau tempo impediu que o avião da comitiva pousasse. Sobrevoaram a área por mais de duas horas e resolveram mudar o rumo. Foram para uma pista de pouso em Anápolis, perto de Goiânia. Chegando lá, a única coisa aberta era um botequim. Nele, Juscelino assinou a mensagem junto a uma comitiva de cerca de 25 pessoas. O que deveria se chamar ‘Mensagem de Goiânia’ entraria para a história como a ‘Mensagem de Anápolis’. Só deixaram de fora mesmo foi o botequim.”
- Numa viagem a Brasília, um repórter mineiro, ao ouvir o presidente falar sobre o Lago Paranoá, comentou:
“Presidente, não há água para encher esse lago que o senhor fala...”
Obstinado e cansado de pessimismo, JK retrucou:
“Não tem importância, se não houver água encheremos no cuspe”.
- O escritor Gustavo Corção, crítico ferrenho a Brasília, aproveitava-se de seu diploma de engenheiro para escrever artigos dizendo que, por ter o solo muito poroso, o Lago Paranoá nunca seria cheio ( e a água seria absorvido por ele).
Um dia chega à sua casa um telegrama da presidência da República com a singela mensagem: “Encheu, viu?”.
Derrotado no Lago, Corção passou a dizer que devido à localização de Brasília os cabos telefônicos do Rio de Janeiro não chegariam à capital.
No dia 17 de abril de 1960, quando os cabos chegaram, JK pediu a um assessor que ligasse para a casa do escritor: “Os fios chegaram. Viu?”
- Se fosse um pais, o Plano Piloto seria tão rico quanto Luxemburgo. Com PIB de R$ 99,9 bi em 2007, a cidade estaria na 65ª posição no ranking mundial, à frente de nações como Uruguai e Bulgária e próximo a Luxemburgo e Eslovênia.
- A idéia da mudança da capital, do Rio de Janeiro para o interior, é bastante antiga. Hipólito José da Costa já a defendia no início do século passado. José Bonifácio apresentou projeto para mudança da capital, na Constituinte que acabaria dissolvida por Dom Pedro I. Todas as constituições da República (de 1891, de 1934, de 1937 e de 1946), previam a mudança.
Brasília faz 50 anos. Cresceu e mudou muito. Em vários aspectos mudou para melhor. No início veio muita gente honesta para trabalhar muito e ganhar pouco, hoje tem muita gente que vem de fora para trabalhar pouco e ganhar muito.
Contudo, pode-se afirmar, que apesar de seus políticos, Brasília foi um sonho que deu certo.
Cláudio Nogueira
Cláudio Nogueira
Fontes: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasilia50anos/2010/04/13/os+seis+projetos+que+poderiam+criar+uma+nova+brasilia++9457126.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bras%C3%ADlia
http://www.infobrasilia.com.br/bsb_h1p.htm
Veja também : http://www.brasilia50anos.com.br/ Brasília, a cinquentona mais charmosa do Brasil.
50 anos de Brasília
Hoje é Bodas de Ouro de Brasília, 510 anos do Brasil, 218 anos de enforcamento de Tiradentes.
Aqui vem a primeira pergunta: Qual é o formato de Brasília ? Essa é fácil. O Plano Piloto de Brasília tem o formato de um avião. Mesmo quem não conhece a história, olhando a foto aérea da cidade e fazendo associação com a palavra piloto, a resposta é moleza: avião.Certo? Errado. Plano Piloto era o que pedia o edital; e o formato do Plano Piloto de Brasília é uma borboleta.
Antes que alguém diga que agora eu viajei na maionese, transcrevo aqui a última entrevista de Lúcio Costa, dada ao Correio Brasiliense em 6 de outubro de 1997, na ocasião tinha 95 anos, e viria a falecer no ano seguinte:
O que aborreceu o "pai de Brasília" foi a comparação feita por várias pessoas, de que a capital foi idealizada como se fosse um avião.‘‘Não tem nada de avião! É como se fosse uma borboleta.Jamais foi um avião! Coisa ridícula! Seria inteiramente imbecil fazer uma cidade com o formato de avião. Do triângulo da Praça dos Três Poderes, que é a cabeça da cidade, surgiu a Esplanada para receber esses prédios destinados aos Ministérios. Surgiu o Eixo Monumental, não num sentido pretensioso, numa plataforma mais elevada.’’
Pai de Brasília ? Mas quem é o pai de Brasília ?
Apesar de reconhecer que os monumentos do arquiteto Oscar Niemeyer deram características próprias a Brasília, Lucio Costa não divide a paternidade sobre a criação da capital.‘‘Eu criei a cidade, o projeto é meu! Eu comecei pelo princípio: a capital são os três poderes. De modo que essa cidade teria que ser caracterizada, de nascença, por essas circunstâncias, de ser a capital da República. E hoje todo mundo conhece a Praça dos Três Poderes, formada por um triângulo equilátero,equivalente,porque os poderes são independentes e, teoricamente, autônomos. Então, a Praça dos Três Poderes foi o ponto de partida.’’Lembra que nem mesmo o presidente Juscelino Kubitschek deu piteco sobre o projeto urbanístico da nova capital.‘‘Juscelino não deu palpite nenhum,nenhum mesmo! Juscelino deu todo apoio ao meu projeto e o nome da cozinheira se consolidou.’’
O projeto de Lúcio Costa determinou o formato da cidade, ruas, avenidas, os sítios dos palácios, a praça dos Três Poderes, os prédios dos ministérios, os eixos, etc. Coube a Oscar Niemeyer embelezar a cidade com a sua arquitetura. Portanto, Brasília tem um fundador, Juscelino Kubistschek, e dois pais.
Hoje, ter dois pais do mesmo sexo já é mais comum, mas não era há 50 atrás.
A Xícara e o Pires
“Ao traçar as formas [do Congresso Nacional] Niemeyer teria se inspirado num diálogo ocorrido entre George Washington e Thomas Jefferson, na fundação dos Estados Unidos. Durante um chá da tarde, Washington defendia a existência de duas casas, Jefferson argumentava que seria melhor ter apenas uma assembléia legislativa.
- Por que você põe o chá no pires? – teria dito Washington.
- Para esfriar – teria sido a resposta de Jefferson."
Como a República brasileira nasceu bicameralista; com uma casa esfriando os debates calorosos da outra, o Congresso brasileiro ganhou a forma de uma xícara e um pires na sua transferência para Brasília.
A Catedral do Ateu
Comunista de carteirinha e ateu por ideologia, Niemeyer teria usado símbolos cristãos na idealização da Catedral de Brasília. As colunas que a sustentam seriam os dedos cruzados das mãos em forma de oração. Além disso, ela é uma das raras catedrais cuja entrada é feita por um túnel abaixo do nível do solo – o que parece ser uma clara referência às catacumbas romanas que abrigaram os primeiros cristãos.
A Foice e o Martelo de JK
Em pleno regime militar, Niemeyer teria se inspirado no velho símbolo da bandeira da extinta União Soviética para erguer sua homenagem a Juscelino Kubitschek. No Memorial JK, que ocupa o lugar planejado para o legislativo do Distrito Federal, o pedestal com a estátua do presidente que criou Brasília lembra inegavelmente a foice e o martelo.
Curiosidades
- Do início da obra até a inauguração foram 42 meses. Do Rio para Brasília, JK fez 365 viagens.
- Em 1813, o jornalista Hipólito José da Costa, fundador do Correio Braziliense, primeiro jornal brasileiro, editado em Londres, redigiu artigos em defesa da interiorização da capital do País, para área "próxima às vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para o norte, sul e nordeste".
- "O modelo dos táxis deve ser previamente estabelecido. Deve ser o DKW CINZA ESCURO, de preferência de quatro portas..." Lúcio Costa, em carta ao presidente da Novacap.
- "(...) A via de comunicação W-3 não deve ser intensamente iluminada. Trata-se de via secundária. (...)" Lúcio Costa, em carta a Ismael Pinheiro, construtor de Brasília.
- “O presidente voava para Manaus com alguns ministros. Pretendia fazer uma rápida parada em Goiânia, e assinar o documento (propondo ao Congresso à abertura da Novacap, empresa pública responsável pela construção da capital.) No aeroporto, o governador Juca Ludovico (de Goiás) e uma multidão o esperavam, mas o mau tempo impediu que o avião da comitiva pousasse. Sobrevoaram a área por mais de duas horas e resolveram mudar o rumo. Foram para uma pista de pouso em Anápolis, perto de Goiânia. Chegando lá, a única coisa aberta era um botequim. Nele, Juscelino assinou a mensagem junto a uma comitiva de cerca de 25 pessoas. O que deveria se chamar ‘Mensagem de Goiânia’ entraria para a história como a ‘Mensagem de Anápolis’. Só deixaram de fora mesmo foi o botequim.”
- Numa viagem a Brasília, um repórter mineiro, ao ouvir o presidente falar sobre o Lago Paranoá, comentou:
“Presidente, não há água para encher esse lago que o senhor fala...”
Obstinado e cansado de pessimismo, JK retrucou:
“Não tem importância, se não houver água encheremos no cuspe”.
- O escritor Gustavo Corção, crítico ferrenho a Brasília, aproveitava-se de seu diploma de engenheiro para escrever artigos dizendo que, por ter o solo muito poroso, o Lago Paranoá nunca seria cheio ( e a água seria absorvido por ele).
Um dia chega à sua casa um telegrama da presidência da República com a singela mensagem: “Encheu, viu?”.
Derrotado no Lago, Corção passou a dizer que devido à localização de Brasília os cabos telefônicos do Rio de Janeiro não chegariam à capital.
No dia 17 de abril de 1960, quando os cabos chegaram, JK pediu a um assessor que ligasse para a casa do escritor: “Os fios chegaram. Viu?”
- Se fosse um pais, o Plano Piloto seria tão rico quanto Luxemburgo. Com PIB de R$ 99,9 bi em 2007, a cidade estaria na 65ª posição no ranking mundial, à frente de nações como Uruguai e Bulgária e próximo a Luxemburgo e Eslovênia.
- A idéia da mudança da capital, do Rio de Janeiro para o interior, é bastante antiga. Hipólito José da Costa já a defendia no início do século passado. José Bonifácio apresentou projeto para mudança da capital, na Constituinte que acabaria dissolvida por Dom Pedro I. Todas as constituições da República (de 1891, de 1934, de 1937 e de 1946), previam a mudança.
Brasília faz 50 anos. Cresceu e mudou muito. Em vários aspectos mudou para melhor. No início veio muita gente honesta para trabalhar muito e ganhar pouco, hoje tem muita gente que vem de fora para trabalhar pouco e ganhar muito.
Contudo, pode-se afirmar, que apesar de seus políticos, Brasília foi um sonho que deu certo.
Cláudio Nogueira
Cláudio Nogueira
Fontes: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasilia50anos/2010/04/13/os+seis+projetos+que+poderiam+criar+uma+nova+brasilia++9457126.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bras%C3%ADlia
http://www.infobrasilia.com.br/bsb_h1p.htm
Veja também : http://www.brasilia50anos.com.br/ Brasília, a cinquentona mais charmosa do Brasil.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
38 anos do Colégio Militar de Manaus

Uns dizem que ele já vai fazer 39 anos, porque foi criado pelo Médici em 2 de agosto de 1971. Nessa data ele foi gerado, mas a inauguração mesmo foi dia 7 de abril de 1972. E eu estava lá. Portanto, ele acabou de fazer 38 anos. Na realidade, nós começamos a fazer "ordem unida", aprender a marchar, dar continência, etc., etc. em fevereiro, em março começaram as aulas, e em abril o Colégio foi inaugurado. Lembro-me deste dia como se fosse hoje.
Em 2 agosto de 2007 - possivelmente, por 7 de abril daquele ano ter sido um sábado santo - comemoramos os 35 anos do CMM. Foi uma emoção muito grande rever amigos que não via há mais de trinta anos. A nossa turma era a mais nova de todas, ou na linguagem militar, a mais moderna, foi a primeira a fazer todas as séries, 72-78. Os amigos crianças, se tornaram jovens adultos quando sairam do Colégio. Agora, mas de trinta anos depois, os que seguiram carreira, já são todos coronéis. Estamos ansiosos por uma grande festa de 40 anos. A foto acima é de 7 de abril de 1972, após formatura de inauguração do CMM.
São José
Hoje é dia do Índio e, também, dia da novena de São José Operário. Já se tornou uma tradição em Manaus se comemorar com várias novenas na igreja da rua Visconde de Porto Alegre, a maior de Manaus. Dia de São José é dia 19 de março, mas todo 19 de cada mês, a data é comemorada.
A foto ao lado é pintura na igreja de Saint Patrick, em Montreal, representado a morte do santo. Com Jesus e Maria presentes, está explicado porque é que ele é considerado o padroeiro da boa morte.
domingo, 18 de abril de 2010
Bolsa de Estudos para o Japão

No mês de maio estarão abertas as inscrições para bolsa de estudo do governo japonês, chamada bolsa Monbushô, que todos os anos oferece três vagas para Amazônia Ocidental, em qualquer área do conhecimento.
Para pleitear uma vaga o(a) candidato(a) tem de ter 34 anos até 1 de abril de 2011, formação universitária e disponibilidade para viajar em abril ou outubro de 2011.
A seleção é feita por meio de uma prova de inglês ou japonês, histórico escolar e entrevista. A carta de aceitação da universidade no Japão é necessária.
Desde da década de setenta vários estudantes, professores e profissionais têm usufruído desta bolsa. Eu tive a oportunidade de ser bolsista por dois anos.
A Associação de ex-Bolsistas da Amazônia Ocidental do Japão, com sede em Manaus- AMEOJAPÃO- dá todas as dicas, e ajuda com informações os interessados que desejarem a concorrer para obtenção da bolsa.
O período mínimo é de dois anos, como estudante de pesquisa, mas pode ser extendido para mestrado e doutorado. Se aceito no mestrado, o aluno ficará seis meses estudando a língua, mais seis como pesquisador e dois anos no mestrado. O doutorado tem a duração de três anos. O valor da bolsa é +/- 156.000 ienes, ou quase 3 mil reais, ou quase 1700 dólares. Nada mal, né !?
Para maiores informações ligue para o consulado japonês: (92) 3232-2000, ou mande email para ameojapao@yahoogrupos.com.br ou para mombusho2007@yahoogrupos.com.br
Qualquer faculdade/universidade que desejar, membros da AMEOJAPÃO irão até ela para proferir palestra e dar todas as informações necessárias.
Há também bolsa para quem deseja estudar a graduação no Japão, nesse caso as provas,em inglês ou japonês, são como um vestibular. A duração é de cinco anos.
Essa bolsa é também oferecida em outros consulados gerais japoneses existentes no país.
Para maiores informações acesse o site:
http://www.manaus.br.emb-japan.go.jp/bolsa/bolsa2010.html
Para pleitear uma vaga o(a) candidato(a) tem de ter 34 anos até 1 de abril de 2011, formação universitária e disponibilidade para viajar em abril ou outubro de 2011.
A seleção é feita por meio de uma prova de inglês ou japonês, histórico escolar e entrevista. A carta de aceitação da universidade no Japão é necessária.
Desde da década de setenta vários estudantes, professores e profissionais têm usufruído desta bolsa. Eu tive a oportunidade de ser bolsista por dois anos.
A Associação de ex-Bolsistas da Amazônia Ocidental do Japão, com sede em Manaus- AMEOJAPÃO- dá todas as dicas, e ajuda com informações os interessados que desejarem a concorrer para obtenção da bolsa.
O período mínimo é de dois anos, como estudante de pesquisa, mas pode ser extendido para mestrado e doutorado. Se aceito no mestrado, o aluno ficará seis meses estudando a língua, mais seis como pesquisador e dois anos no mestrado. O doutorado tem a duração de três anos. O valor da bolsa é +/- 156.000 ienes, ou quase 3 mil reais, ou quase 1700 dólares. Nada mal, né !?
Para maiores informações ligue para o consulado japonês: (92) 3232-2000, ou mande email para ameojapao@yahoogrupos.com.br ou para mombusho2007@yahoogrupos.com.br
Qualquer faculdade/universidade que desejar, membros da AMEOJAPÃO irão até ela para proferir palestra e dar todas as informações necessárias.
Há também bolsa para quem deseja estudar a graduação no Japão, nesse caso as provas,em inglês ou japonês, são como um vestibular. A duração é de cinco anos.
Essa bolsa é também oferecida em outros consulados gerais japoneses existentes no país.
Para maiores informações acesse o site:
http://www.manaus.br.emb-japan.go.jp/bolsa/bolsa2010.html
sábado, 1 de agosto de 2009
Americans Are Gone
Sábado, primeiro de agosto de
2009, festa de Santo Afonso Maria de Liguori, fundador da Congregação dos Padres Redentoristas. Sem me dar conta disso eu vou para mais uma missa na igreja
de Aparecida. Não pela festa, pois não me lembrava dela, mas porque era o
primeiro sábado do mês, dia para se comungar em honra e fazer pedido ao
Imaculado Coração de Maria.
A primeira surpresa é que a
igreja está lotada, muito cheia, o altar tem pintura nova. Na grande parede-painel
do altar está escrito: O Espírito do Senhor está
sobre mim, porque me ungiu; e me enviou para a anunciar a boa nova ao pobres,
para publicar o ano da graça do Senhor (Lc. 4,18) e em cima uma pintura
muito bonita: o pôr do sol, o rio, as vitórias-régias e um missionário andando
de canoa. Alguém me informa que vai haver a ordenação de um padre. Márcio é o
nome do diácono que será ordenado.
Olho para um lado, olho para o
outro, e constato que aquele povo que tomou toda a igreja não é do bairro, não
vejo quase ninguém conhecido. Na realidade, no decorrer da cerimônia, aprendi
que além do Japiim, bairro onde nasceu o futuro padre, os fiéis vieram de
comunidades de Manacapuru e Coari, locais em que o Pe. Márcio trabalhou.
Todos a postos, o altar está
cheio de padres, diáconos e seminaristas. A cerimônia, presidida por D. Luís
Viera, arcebispo de Manaus, vai começar.
Mas peraí! Quem são esses
padres?
Entre idas e vindas, há
cinquenta anos frequento essa paróquia. Quem são esses caras ou essas caras? O
altar está cheio de gente desconhecida. Esses padres não são a nossa paróquia.
Quem é esse povo que invadiu e se apossou de nossa igreja? Cadê os redentoristas
americanos, que estão aqui desde 1943? Deve ter alguma coisa errada. Não tem
nenhum padre conhecido neste altar. É verdade, que já tinha visto o rosto de um
ou dois celebrando novenas nas terças-feiras. Mas, isso é normal, porque não
raro padres de outras paróquias ajudam nas novenas.
Na assembleia, nos primeiros
bancos da ala lateral esquerda, no seu lugar cativo, procuro o meu padrinho, o Dr. Paulo Feitoza, para ter certeza que não entrei na igreja errada. Ele não
está lá. Quem toca e canta é um grupo de jovens; portanto, não tento procurar a
madrinha ao piano e a ao seu lado Dona Georgina, sua irmã. No sábado, na segunda metade
da igreja, também na lateral esquerda, é infalível encontrar o Mário e a sua
irmã, Mariazinha Toledo. Dou uma olhada, e eles também não estão. Não tem
ninguém conhecido nessa igreja ?
Finalmente apareceu um, padre Manoel Soares, provincial regional dos Redentoristas.
Nem tudo está perdido, há um elo que nos liga ao passado desta paróquia e da
congregação.
Uma emoção forte toma conta de
mim, uma certa tristeza. Quem estava ao lado deve ter imaginado que eu estava
emocionado com a celebração, pensando que seria amigo ou parente do novo padre.
Mas na realidade, a única coisa que me vinha a cabeça é que a paróquia que
conheci e de onde saí aos quarenta anos - mas que mesmo não morando mais no
bairro, frequento muitas vezes - não existia mais.
Bons Amigos
Bons Amigos
Alguns padres redentoristas
eram como se fossem parentes. É verdade que sempre achei que isso um dia iria
acontecer e, que haveria um processo de transição; os velhos amigos indo
embora, e outros amigos, desta vez brasileiros, chegando. Assim foi o caso do
padre Walter, caboco brasileiro, que
há anos é o pároco. Mas cadê o Pe. Walter ? Também não está. Fico pensando como
o Pe. Soares, que está há mais de quarenta anos na Congregação, se sentia. Possivelmente, por ser menos emotivo,
nem se dê conta de que todo mundo que ele conheceu foi embora, para casa, para
os States ou para o céu. Estaria
feliz com a ordenação de mais um redentorista na vice-província. Mas
conversando com ele no coquetel, que seguiu a cerimônia e, falando-lhe da minha
tristeza, me disse que também se sentiu assim quando mês passado morreu Pe. Normando (Norman
Muckerman), que estava na casa dos
noventa e tantos anos, e foi um dos fundadores da paróquia.
Conversei, em 2008, por telefone, com o padre Normando, que há anos vivia na casa dos padres aposentados, St. Clement Health Center, em Liguori, Missouri; mesma casa onde hoje vive o padre Marcos. Impressionante ! Pe. Normando voltou para os Estados Unidos em 1953, mas ainda falava português. Me disse que foi um dia um dos mais altos da congregação, agora, possivelmente, era um dos mais baixo: teve as pernas amputadas.
Conversei, em 2008, por telefone, com o padre Normando, que há anos vivia na casa dos padres aposentados, St. Clement Health Center, em Liguori, Missouri; mesma casa onde hoje vive o padre Marcos. Impressionante ! Pe. Normando voltou para os Estados Unidos em 1953, mas ainda falava português. Me disse que foi um dia um dos mais altos da congregação, agora, possivelmente, era um dos mais baixo: teve as pernas amputadas.
Toda essa emoção está ligado
ao papai. Esses padres são elos que nos ligavam a existência dele. Padres com
quem ele trabalhou e amigos que ele conviveu. A partida do Pe. Marcos Weninger,
para os Estados Unidos em 2001, que segundo informações, não deverá demorar
muito a partir em definitivo, me causou muita tristeza, e a sensação do início
do fim desta conexão. Padre Marcos gostava muito do papai, isso me disse várias
vezes. Ambos tinham a mesma idade, com apenas três dias de diferença.
Ele poderia ser encontrado,
diariamente, ao meio dia, sentado dentro da igreja, lendo um livro ou
meditando. Eu, sempre que podia, ia conversar com ele. Foram longas e boas
conversas. Foi o modo que encontrei para me conectar ao papai. E ele não
deixava de me provocar com uma possível vocação religiosa. Em certa ocasião lhe
disse:
- Padre Marcos, andei pensando
no que o senhor me disse e chequei a conclusão que Deus está gagá, está velho, já não ouve
bem. Eu pergunto o que Ele quer de mim, mas Ele não responde.
- ÓÓÓÓ quem está surdo é você.
Ele já lhe respondeu há muito tempo, você é quem não ouve.
Terminado a conversa com a
expressão favorita dele: Ora bolas !
Nem tudo está perdido
Ao fim da bonita cerimônia, onde
o grupo de jovens mandou ver bem, descubro
que o meu padrinho estava lá, e que a D. Maria do Carmo era quem estava ao
piano, com D. Georgina ao lado. Não os tinha visto porque onde estava sentado,
as colunas do templo não me permitiam vê-las; bem como o the last one, o último americano presente, Pe. Miguel (Thomas) McIntosh. Os outros
americanos que ainda trabalham no Amazonas, Pe. Carlos, semana passada partiu
de férias; Pe. Domingos, desconheço o seu paradeiro e o Pe. João trabalha no
interior.
O altar, agora, tem até
redentoristas nigerianos, sulistas e uma turma de padres e seminaristas, cujas
alturas se igualam a do seu pequeno-grande provincial. Novos redentoristas. Se
foram os grandões brancos de olhos azuis, agora chegou a vez dos cabocos roxos de baixas estaturas, com
raras exceções. Há dois padres novos que estão sempre rindo. Fico pensando: presença
de Deus, felicidade, paz de espírito?
Não me refiro ao Pe. Domingos, o padre Dunga, o risadinha.
Foi um celebração muito
bonita. Viva Santo Afonso ! Viva Nossa Senhora Aparecida por mais um padre
redentorista !
D. Luís me disse que há, em
Manaus, paróquias grandes sem padres. “São 120 padres em Manaus, mas o mínimo
necessário seria 300 padres.”
Os americanos se foram e deixaram saudades. Lembro-me de vários e, principalmente, dos que mais convivi: Pe. Geraldo (Gerard Brinkmann), que foi visitar a mãe doente, e não voltou; morreu dormindo; Pe. Leonardo (Thomas O'Leary), que constituiu família; Pe. Daniel (William) Nugent, quando voltou, tornou-se Provincial; o único a morrer no cargo; Pe. Marcos (Ronald) Weninger, Pe. Luís (Donnell) Kirchner, que ninguém pronunciava direito e Pe. Noé (Vincent) Aggeler. Os nomes brasileiros são todos fakes, obviamente. E Graças a Deus, Pe. Carlos ainda trabalha aqui. Se ao menos o Jackson, Dom Jackson Damasceno Rodrigues, que conheci ainda seminarista, ainda estivesse entre nós... Seria a ligação da nossa história com os antigos missionários. Essa é missão dos padres dos brasileiros Soares e D. Gutemberg, dos americanos Carlos, Domingos, Miguel, que estão há mais de cinquenta anos no Brasil, e que um dia nos deixarão.
Os americanos se foram e deixaram saudades. Lembro-me de vários e, principalmente, dos que mais convivi: Pe. Geraldo (Gerard Brinkmann), que foi visitar a mãe doente, e não voltou; morreu dormindo; Pe. Leonardo (Thomas O'Leary), que constituiu família; Pe. Daniel (William) Nugent, quando voltou, tornou-se Provincial; o único a morrer no cargo; Pe. Marcos (Ronald) Weninger, Pe. Luís (Donnell) Kirchner, que ninguém pronunciava direito e Pe. Noé (Vincent) Aggeler. Os nomes brasileiros são todos fakes, obviamente. E Graças a Deus, Pe. Carlos ainda trabalha aqui. Se ao menos o Jackson, Dom Jackson Damasceno Rodrigues, que conheci ainda seminarista, ainda estivesse entre nós... Seria a ligação da nossa história com os antigos missionários. Essa é missão dos padres dos brasileiros Soares e D. Gutemberg, dos americanos Carlos, Domingos, Miguel, que estão há mais de cinquenta anos no Brasil, e que um dia nos deixarão.
Esse é - segundo o meu ponto
de vista de observador externo, que dá opinião onde não foi consultado - o
problema da vice-província: há os padres acima dos sessenta, setenta e oitenta
anos, e há os padres na casa dos trintas (poucos) e a grande maioria abaixo
desta faixa. Há um vazio nas idades intermediárias. O Pe. Soares está na
terceira gestão como provincial regional. Quem com experiência, disposição e
maturidade irá substitui-lo ?
Deus é fiel.
Deus é fiel.
Houve uma época que havia missionários redentoristas americanos em
Belém, com um enorme seminário em Benevides, onde estudaram milhares de jovens;
Manacapuru; Coari, onde foi construído o primeiro seminário; Codajás, Anamá,
Anori, etc. E em várias paróquias de Manaus: Aparecida, Matinha, São Geraldo,
Perpétuo Socorro, etc. Hoje ainda trabalham na Redenção e Hiléia. Eles eram
abundantes quando não haviam muitas vocações locais. Estão indo embora aos
poucos, e fizeram um excelente trabalho. Trocaram o white christmas, pelo, muitas vezes, infernal calor amazônico.
Viveram épocas difíceis, sem nenhum conforto material, em lugares, que, para os
padrões americanos ou qualquer outros padrões, estavam muito atrasados. Se
fizeram cabocos, aprenderam a comer
peixe com farinha, a tomar tucupi. Pe. Carlos, por exemplo, é um caboco que apreceia tudo que é da região. Pe. Domingos uma vez me disse que,
em Codajás, o molho de sua salada de legumes, era açai. Deram a vida por nossa
região. D. Mário se naturalizou brasileiro, Pe. Clemente foi embora, contra a
sua vontade, por questões de saúde. Só embarcava quando lhe apresentavam a
passagem de volta. Fizeram a sua parte, agora é hora de fazermos a nossa.
Talvez para não perdermos a
conexão com o passado foi que a Providência Divina, enviou para trabalhar na
paróquia, o bispo aposentado de Coari, D. Gutemberg Régis.
O único senão, não é a partida
dos americanos. A queixa é contra o padre que vem de fora, e não observa o que
se faz há mais de 60 anos. A novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, às
terças-feiras, com mais de vinte mil fiéis, durante todo o dia, tem um em
livrinho, vendido pela Congregação, com as orações. Mas há dois anos atrás
tinha um padre brasileiro, que veio de fora, que fazia, em determinada parte da
novena, sua própria oração; embora, nós já tivéssemos a nossa há 60 anos, e esta
estivesse impressa no livrinho.
Outra coisa que não entendo, e
há uns dois anos tenciono escrever um texto protestando, mas a minha mãe me
impede: é a liturgia paralela. Eu sempre
acreditei que o rito tem uma sequência e, que não há duas ‘coisas’ simultâneas.
Mas nas novenas há. De repente pode, eu é que não sabia.
Há padre que se estendem na
homília e, como as novenas são horárias, quando o tempo está terminando e, se
aproxima a hora da próxima, ocorre que mesmo antes do fim da distribuição da
comunhão por ele e pelos ministros, o padre começa a liturgia de adoração ao
Santíssimo; o povo fica fazendo duas ‘coisas’ ao mesmo tempo.
Os fieis por sua vez, dão mais
valor a benção na cabeça, que os padres concedem ao final da novena, do que a
Eucaristia. Quem comungou o corpo de Cristo não precisa de benção nenhuma. Não
sou contra, nem poderia; mas o povo corre e se cotovela para receber a benção.
Deveria ter mais entusiasmo para receber a Eucaristia do que o desespero para
receber a benção.
Após um ano fora de Manaus,
fiquei triste com a nova música do Tatum Ergo, cantada na novena na hora da
adoração. Morna, lenta e sem graça. Lembro-me de tê-la ouvida neste ritmo, em
1980, na novena dos redentoristas na paróquia de Perpétuo Socorro, em Belém. A
letra era a mesma, mas a música era arrastada, a nossa era melhor, mas alegre.
Agora, cantamos como se canta no Pará. Perguntei à pianista, dona Maria Amélia, o motivo da
mudança, a resposta que ela me deu foi: “O novo padre quem mandou, porque assim
que se canta na Rede Vida.” Deve ser porque assim é que se canta na terra dele.
Soube que há um padre brasileiro
que veio do sul e está administrando a paróquia, Padre Edson, espero que ele
respeite as nossas tradições e não venha querer nos colonizar. Caso contrário,
façamos um baixo assinado, e mandamos buscar o padre Luís Kichnner, cujo sobrenome
todos pronunciam errado. Padre Luís ficou conhecido, entre outras coisas, por
ser um bom orador e, por ter chegado aqui há quarenta anos extremamente magro,
como uma vara de tira fruto em palmeira alta, voltou gordo de tanto comer xibé
de farinha.
Em 2007 a nossa igreja matriz
completou 50 anos, foi uma festa linda; mas em 2003, a comemoração dos 60 anos
da chegada dos Redentoristas na Amazônia foi uma festa pífia, muito aquém da
importância da data. Embora criança, lembro-me bem das comemorações dos 25 anos e, principalmente, das dos 50 anos, quando vieram para festa
bispos redentoristas e vários missionários que aqui trabalharam, mas que já
haviam voltado para os Estados Unidos.
Deus é fiel sempre
Deus é fiel sempre
Reclamações a parte. Há muito tempo não se via tantas vocações
brasileiras. Ficou a saudade, mas não ficou o vácuo. Os americanos estão sendo bem
substituídos. Talvez, Deus esteja nos dizendo, como disse Jesus à Madre Teresa em
1947: “Eu quero uma congregação de indianas.” Madre Teresa era europeia e
pertencia a congregação das irmãs de Loreto, de onde se desligou para fundar as
Missionárias da Caridade. Estaria Ele nos dizendo: “Quero uma congregação de cabocos amazonenses” ?
É bom lembrarmos do passado,
mas com muita fé no futuro. Confiando sempre na Copiosa Redenção, pedindo ao
Senhor, sempre mais operários para a messe. Mandai-nos, ó Senhor, novos
Jacksons, Soares e Gutembergs.
Santo Afonso Maria de Liguori
rogai por nós.
Cláudio Nogueira.
PS 1. Esse texto foi escrito em 2009. A liturgia paralela não existe mais. Até foi trocado a ordem. Antes vinha a comunhão depois a adoração. Hoje está investido. Mas a música arrastada do Tantum Ergo permaneceu.
PS2. A "festa", em 2013, dos 70 anos da chegada dos redentoristas na Amazônia também foi fraquíssima. Os novos padres, segundo informou em uma reunião o provincial na época, hoje bispo, optaram em comemorar nos 75 anos, porque é Ano Santo. Será em 2018. Vamos esperar pra ver.
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