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quinta-feira, 5 de março de 2015

O Futuro da Zona Franca de Manaus

Entrevista concedida ao filósofo,jornalista,escritor e assessor da Confederação da Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM), Alfredo Lopes; e editor da coluna Follow Up do Jornal do Commércio, que publicou esse texto em 5 de fevereiro de 2015. 
Esse texto também pode ser encontrado na página da CIEAM : http://www.cieam.com.br/?n=2734

AL. As entidades do polo industrial acabam de inaugurar um acordo com a UEA, mediada pela FAPEAM, para achar caminhos conjuntos entre economia e academia. Que sugestões você daria a esses atores à luz do debate para os próximos 20, 30, 50 anos?

CN. É muito bom e salutar que entidades de classes, outros setores organizados da nossa sociedade e as nossas universidades estejam preocupados como futuro da Zona Franca de Manaus e com nosso parque industrial. Esse é um dever de casa que nós temos de fazer. Estejamos inquietos com o nosso futuro. Estejamos preocupados e busquemos traçar metas e objetivos a serem alcançados nas décadas futuras; mas cientes que as mudanças ou a bases para essas mudanças têm de começar agora. Quanto antes melhor. Considerando que a ZFM vai fazer 50 anos daqui a dois anos, estamos já com bastante atraso. Mas o tempo não volta; então, é trabalhar agora.
O nome do jogo chama-se interação. Nos últimos vinte anos sugiram várias teorias  - muitas já tiveram a sua aplicação comprovada - buscando o desenvolvimento regional por meio da inovação em várias áreas do conhecimento. Menciono aqui três: sistema regional de inovação, clusters industriais ou tecnológico baseado no conhecimento e hélice tríplice. Todas têm um axioma  em comum: a interação entre governo-academia-indústria é a pedra fundamental para o desenvolvimento regional provocado pela inovação
Sugestões para décadas futuras? Aumentar, intensificar essa interação na nossa região entre esses atores. Segundo alguns autores estrangeiros, no Brasil, aonde se chega mais perto dos padrões de interação existente nos países desenvolvidos ou na Índia, é a região de Campinas, SP.
A universidade não tem esse nome a toa. Ela tem de ter os cursos de filosofia, medicina, educação física, etc.; mas advogo - tendo o parque industrial que temos, tendo uma biodiversidade temos - que haja prioridades no ensino e na pesquisa. Defendo a produção do conhecimento direcionado, aplicado as necessidades atuais do PIM; e das futuras também.
Os exemplos de sucesso dos que fizeram essa opção são vários. Vou citar três países que não fazem parte do primeiro time, começando por Bangalore na Índia. Começaram como nós; por meio de um decreto em 1997 (trinta anos depois de nós). Lá eles oferecem isenções fiscais por apenas cinco anos, e uma eletricidade subsidiada. Foram criados institutos tecnológicos tão novos quanto a nossa UEA. Decidiram que 50% da produção tinha de ser exportada. Hoje tem mais de 2500 laboratórios de P&D das maiores empresas de IT e software do Mundo. Na Espanha a Universidade Autônoma da Catalunha está dentro do parque industrial de Barcelona, para garantir até a proximidade física. E a República da Irlanda, que teve uma diáspora de 200 mil pessoas na década de 80 (um percentual enorme para um país com menos 4 milhões habitantes), decidiu na década de 90 se reinventar. Entrou na terceiro milênio com um dos maiores PIB per capita do mundo.
Há outros exemplos como Finlândia e Cingapura, que em 40 anos se tornou um país riquíssimo. A interação governo-academia-indústria se alastrou por várias regiões no mundo.  Essa interação é um determinante tão forte, que uma pesquisadora americana da Universidade da California, Annalee Saxenian, provou, que devido a interação existente, o Vale do Silício, localizado naquele estado, era muito mais produtivo, rico e criativo, que a região em torno de Boston, onde estão localizados o MIT e a Universidade de Harvard,  as duas mais respeitadas universidade do mundo.
A interação gerou produção de conhecimento aplicado, pesquisa direcionada, inovação tecnológica, e o mais importante, o necessário para suprir tudo isso: os chamados trabalhadores do conhecimento. Ou a nova terminologia para mão de obra qualificadíssima.
Alfredo, conheces a história da indústria de semi-condutores que não veio para o PIM por falta de 40 PhD em eletrônica ?
Se nós importamos músicos do leste europeu para nossa filarmônica, sediada no Teatro Amazonas, por que não podemos importar doutores? Muitos deles disponíveis aqui mesmo no Brasil.

AL. Denis Minev tem apontado os sinais evidentes da desconstrução do polo industrial, citando algumas plantas industriais poderosas como Detroit.... Como você vê esse encolhimento da indústria no Brasil e no PIM muito intensamente. Quais as saídas?

CN.  Li o seu texto do Denis: “Preocupa-te Amazonas ou Um argumento sobre o triste destino reservado as sociedades industriais complacentes.” Lembro-me bem da primeira frase: “Esta exposição tem o objetivo principal de alarmar.”
É por aí. Cinquenta anos já se passaram, e se a ZFM acabasse hoje, o PIM continuaria existindo?  Não tentamos perenizá-lo sem os incentivos fiscais. É honesto lembrar que houve períodos que a economia nacional era um caos; mas a nossa estabilidade econômica já dura vinte anos.
As saídas? Sairmos de uma aglomeração industrial baseada na produção para um cluster industrial baseada no conhecimento.São conceitos diferentes? Bastante. No primeiro todos vivemos. Distrito industrial é um conceito marshaliano. Cluster industrial foi inicialmente definido por Michael Porter, professor de Harvard. O mais completo de todos é o Vale do Silício, que não precisa ser o nosso paradigma. Mas podemos nos servir de mecanismos usados por eles, e que foram usados com sucesso por economias do tamanho da nossa: forte interação entre governo-academia-indústria voltada para inovação tecnológica, gerando novos conhecimentos voltados para indústria eletrônica, farmacêutica, produtos regionais, etc. Direcionado para a nossa realidade e objetivos econômicos. Aqui tem um papel fundamental as incubadoras. Estimulando o empreendorismo caboclo, criando empresas endógenas.
Façamos benchmark, aprendamos os com os erros e acertos dos outros. Nossa fase de zona franca já passou; não obstante os incentivos fiscais tenham sidos prorrogados por 50 anos. Não sejamos ingratos, mas realistas. Creio que o teu leitor, pela qualidade que tem, já entendeu do que estamos falando. Não é cuspiu no prato, mas é como o Denis Minev disse. É melhor ficarmos alarmados do que conformados.
Como que os indianos conseguiram levar tantos laboratórios de P&D sem dar incentivos ad infinitum, em tão pouco tempo ? Temos que ir atrás de respostas como essas.
Saídas? O que estamos fazendo com o nosso potencial turístico, com a nossa biodiversidade?
A saída é os cabocos daqui debaterem as ameaças a perenização do PIM, os gargalos a serem superados, as opções que temos, e o futuro que queremos. Até rimou.


AL. O inferno são os outros... Invocamos Sartre para explicar fracassos. Os ingleses, Brasília e seus burocratas, a distância, o clima, a preguiça... O que está faltando para virarmos o jogo no placar da prosperidade geral!

CN. Essa resposta não é fácil para uma pessoa prolixa. Vou ficar te devendo uma resposta; embora ela esteja na ponta da língua. Mas não posso perder a oportunidade de dizer o que segue.
Baseado no que escrevi sobre o assunto no meu blog, posso imaginar que tipo de resposta você está esperando. A tua pergunta é como transformar ou modificar ou até mesmo revolucionar a estrutura do PIM, o modelo ou projeto ZFM. Eu gosto e insisto em dizer que primeiro nós temos de ter o modelo ou projeto que desejamos implantar. Se Brasília não tem, nós temos de ter. Mas, por favor, divulga isso: ter um modelo novo de nada adianta se a classe política, aqueles que estão com mandatos, não colocarem no sangue esses objetivos, e se conscientizarem que o futuro do PIM, do turismo e da exploração sustentável da nossa biodiversidade, nosso desenvolvimento não está assegurado tão somente com a prorrogação dos incentivos fiscais por mais cinquenta anos. Cinquenta se passaram e o modelo mudou muito pouco. Era para substituir as importações e, principalmente, ocupar a Amazônia. Mas nessas cinco décadas o mundo mudou muito. As vantagens comparativas advindas das isenções fiscais podem no futuro não ser suficientes. Elas devem dar lugar a vantagens competitivas, causadas pelas inovações tecnológicas, alta produtividade, gerando bens com maior valor agregado. Os políticos têm de colocarem esse novo modelo debaixo do braço, levá-lo para Brasília e pressionar o governo federal. Os interessados somos nós. A ZFM precisa de uma nova política industrial, e não apenas ser tocada com pequenas alterações. Ela precisa ser revolucionada, e já estamos atrasados nesse recomeço. Mas se a nossa classe política não lutar, ficaremos falando em vão. O Planalto tem de comprar esse plano, ou apresentar o dele, que sirva para ter um PIM competitivo, como se nós não tivéssemos a isenção fiscal. A participação política é fundamental, pois um aparato jurídico, uma possível mudança na legislação talvez seja necessária.

AL. Rodemarck Castelo Branco fala de Vale da Biodiversidade, inspirado no Silício. Como você vê essa utopia?

CN. Eu tive a honra de ser seu aluno no curso de economia da UFAM. Contudo, antes de prosseguir podemos perguntar o seguinte: A Embraer e a Petrobrás seriam utopias que deram certo? O  leitor já parou para pensar o que isso significa ? Nós temos uma empresa de aviões que é líder na sua categoria. Nós temos uma empresa petrolífera que é há muito tempo é uma das maiores do  mundo (essa fase atual vai passar), desde quando produzíamos  apenas alguns milhares de barris de petróleo por dia. Isso não é utopia não.
O sonho antecede a realização. O pai da Cingapura moderna, Lee Kuan Yew, sonhou, e foi atrás da realização. Tudo pode está resumido a uma decisão, uma firme decisão política. Temos uma indústria aeronáutica, temos uma indústria naval, mas não temos uma indústria automobilística. Decisão política.
Podemos sim ter um Vale da Biodiversidade aqui. Façamos pressão, mas tem de haver uma decisão política.
E aproveito para dar uma informação nesse sentido; com a intenção que essa utopia seja alcançada. Recentemente fiz uma pesquisa de um ano sobre a cidade de Gainesville, na Flórida; onde está localizado a Universidade da Florida. Junto com o pessoal do Center for Innovation and Economic Devolopment, do Santa Fe College  testemunhei o que está acontecendo lá. Eles simplesmente decidiram que querem se tornar um novo vale do silício. Eles e nós seríamos o casamento perfeito. Eles têm uma academia fortíssima, mas não tem indústrias. A movimentação nesse sentido é geral e total. Academia, centros de pesquisas, prefeitura e, principalmente, a câmara de comércio. O que ela faz é impressionante. Ficava me perguntando se aquilo era função de uma câmara de comércio. A lição que vem de lá, professor Rodemarck, é a união de toda uma sociedade e, principalmente, a criação de uma incubadora para empresas de biotecnologia. Algumas dos residentes que já “graduaram” e saíram da incubadora, já estão na Nasdaq. Transfira ela de lá para cá, um dos pilares mais importantes do seu, do nosso VdB estará implantado. É necessário milhões para fazer? Não. De jeito nenhum.  A Sid Martin Biotech Incubator, em 2014, foi escolhida como a melhor do mundo em sua categoria. Se decidirem visitá-la me chame. Fiz uma pesquisa profunda sobre ela.


1.      AL. UEA CIEAM FAPEAM E FIEAM iniciaram a discussão da viabilidade de um Parque Tecnológico de Produtos Regionais para a ZFM. Quais palpites você daria à iniciativa?

CN. Não é uma resposta fácil. Um planejamento macro do que se deseja realizar sem entrar a nível detalhes pode ser um início.  O nome está posto, quem o idealizou deve dizer o que tem em mente.
Convidar especialistas da UFAM, INPA, CBA, Embrapa, etc. e com ajuda deles relacionar que produtos regionais tem potencial comercial a curto e médio prazo. Em outras palavras, de que produtos estamos falando. Usar outras fontes também para se apreender os conhecimentos adquiridos pelos povos da floresta, as ervas e chás de efeito curativos. Criar uma incubadora, caso as existentes em Manaus não tenham entre seus objetivos incubar empresas com esse perfil.
Verificar as instituições nos três níveis de governo que possam apoiar essa ideia. Determinar as possíveis fontes de financiamento. Estudar a legislação sobre o assunto.
E em se tratando de um parque, determinar a sua localidade. A proximidade física é desejável, daí nasceram os distritos industriais; pois cria as externalidades econômicas positivas.
Convidar empresas âncoras, que já exploram produtos regionais em outras localidades, a se instalarem aqui. Se o empreendimento for exitoso, a concorrência virá em seguida.

A lista é grande, no momento eu relacionaria esses.

Cláudio Nogueira

domingo, 30 de novembro de 2014

As Causas da Homossexualidade

  
Leia por sua própria conta e risco.

Introdução

Esse texto é parte da minha tese de doutorado em Comportamento da Sexualidade Humana (Human Sexual Behavior) defendida e reprovada na Harvard  Psychology School há quarto anos.
Não foi aprovada porque a banca não gostou dos meus argumentos. De saída um professor me perguntou: "O que Freud acharia de tudo isso?" Acho que não gostou muito da resposta: (1) Não conversei com ele sobre o assunto; (2) Nunca li nada do que ele escreveu, apenas soube de ouvir falar.
Ouvi quando um sussurrou para outro: “now he crossed the line and has traveled on mayonnaise. Homosexuality is not a disease; it's an option."
Não gostaram de tanta honestidade. Não fui aprovado. Jamais serei doutor no assunto, apenas mais um palpiteiro.
O absurdo desse texto é que me proponho a enumerar as causas da homossexualidade. Isso mesmo, causas no plural. Por quê?  
O que me levou a escrevê-lo foi (1) para colocar no papel as minhas observações; (2) para me opor a ideia de que quem é gay já nasceu assim (em alguns casos sim); e (3) para publicar o que penso sobre o assunto; no momento que quem não aprova, e quem não levanta a bandeira  é homofóbico. Para os que apoiam não há meio termo. Eles estão com a razão, e o resto da humanidade está complemente errada.
O interessante nessa história - como aqueles que lerem até o final verão -  é que aprendi sobre os homos observando os heteros. Observando ex-namoradas, observando as meninas vinte anos mais novas que se aproximavam de mim; observando homens mulherengos e mulheres “galinhas”, como se dizia antigamente. Hoje isso não existe mais. Pode-se “ficar” com vários sem problema nenhum. E , principalmente, conversando com muitos alunos.
E publico aqui (1) antes que perca o texto; pois primeiro o escrevi a mão; (2) para deixar bem claro a minha posição sobre o que acho do homossexualismo; e para (3) escrever aquilo que acredito serem as causas. Escrevo porque, atualmente, apoiar o homossexualismo é um must. Virou chic para heteros contarem que já tiveram algum dia uma relação homo. Veja declarações e autobiografias de algumas celebridades.
Como cristão católico não apoio; não irei para parada do orgulho gay, nem para passeata em prol da causa; não assinarei petição pedindo que o Supremo ou Congresso, ou seja lá quem for, oficialize a união homo afetiva. Não conte como meu apoio nesse assunto.
Como cristão católico não jogo pedra, condeno qualquer tipo de agressão e tudo mais de errado que vemos por aí, e a imprensa publica. Acreditem ou não, eu tenho amigos gays.
Digo isso para que fique claro a minha posição. Outro dia no meu trabalho uma colega me disse: “Não acredito Cláudio,  tu que morastes em outros países, não apoies o casamento de pessoas do mesmo sexo.” Agora ela vai acreditar. Como também no facebook um amigo chamou de f.d.p. quem não apoia a causa; e outro disse que um país só é avançado se a união homo afetiva for constitucionalizada.
Esse assunto não é como gosta de maniçoba, ou do flamengo, quem não é a favor, é do contra. “Quem não é a favor está completamente errado, está na contramão da modernidade;  é um mala-faia, é um fabiano, é um bolsonaro.”
Há uns cinco anos, a lindíssima candidata da Carolina do Norte ao título de  Miss USA  ao ser perguntada sobre se defenderia a causa gay, respondeu que não; no que o jurado que fez a pergunta ficou extremamente irritado com a resposta. E disse que aquilo era um absurdo. Ela tinha a obrigação de defender; principalmente, se fosse representar os Estados Unidos no concurso Miss Universo. Ela respondeu que antes seguia os ensinamentos da Bíblia.
E eu também. A Bíblia que eu conheço condena,  mas  manda amar o próximo. Diz para não matar. Portanto, respeitar os homossexuais também é um dever do cristão.
O Papa fez o maior sucesso quando disse que a Igreja está aberta aos gays. O cantor Elton John disse que Francisco Primeiro e Único deveria ser canonizado em vida.
A fala do papa levou muita gente a acreditar que o Sínodo dos Bispos, ocorrido recentemente, levaria a Igreja aceitar o casamento de pessoas do mesmo sexo. 
Esse povo que acredita que a Igreja vai acabar com o celibato, vai autorizar o aborto e o casamento gay, acredita também em Papai Noel.
Nada disso. O papa sabe das coisas.  Desdo tempo de Jesus a Igreja é para todos. Jesus mesmo disse que veio não pelo justo, mas pelo pecador.
São Paulo na sua carta primeira carta a Timóteo diz: “Ela [a lei] não é destinada ao justo, mas aos transgressores e rebeldes, ímpios e pecadores, sacrílegos e profanadores, para que ultrajam pai e mãe, os homicidas, impudicos, os infames, traficantes de homens, mentirosos, os perjuros, e para tudo o que se oponha à sã doutrina e ao Evangelho glorioso do Deus bendito, que me foi confiado.” E assim também deve ser a Igreja, aberta a todos.
A Igreja está cheia de político ladrão comungando todo domingo. Por que não receberia os homossexuais?
Após essas divagações  vamos ao que interessa: as diversas causas do homossexualismo.
Leia o parágrafo abaixo com muita atenção. E tenha-o sempre em mente durante toda a leitura do que segue.
Primeiro deve ser dito que duas pessoas ou mais agem de forma diferente em situações iguais. Acreditamos que criamos os filhos de forma igual, e quem tem mais de um, pode observar que a resposta é diferente em cada um. O que exponho aqui não é uma equação matemática; é uma generalização, mas que não se aplica a 100% dos casos. Há pessoas que passaram por essas situações e não se tornaram homossexuais. Mas, todavia, contudo, não obstante, muitos homossexuais encontram-se nessa situação pelas causas citadas.
Logo, logo vai ter gente esquecendo desta observação e vai me escrever: “passei por situação que você citou e não sou gay.” Com certeza. Toda regra tem sua exceção. Tem muito político que presta; como tem fiscal que nunca aceitou propina.

As Causas

1. Essa primeira causa encontra-se entre as que considero que a pessoa é vítima de uma situação de desamor. Por isso exige de nós muita compreensão. É a que tenho mais respeito.
A falta de amor do pai para com o filho e da mãe para com a filha.
Observei isso nos heteros. As meninas “danadinhas” que conheci, via de regra, eram aquelas que não tiveram muito amor do pai (vivo, mas ausente) ou que perderam o pai muito cedo, ou que ele se afastou da família quando a menina era ainda muito criança. Em resumo ficou carente do amor do pai ( não compensado por outro parente); dependo da situação ficou namoradeira demais ou buscavam homens mais velhos.
Eu tive uma namorada, com cara de santa, que dizia que sem homem ela não ficava. Isto é, terminado um namoro, tinha de começar outro na sequência. Na realidade foram algumas (casei com 40 anos).  Uma delas, no convívio, percebi que o pai não estava nem aí pra ela. Era um sujeito bom, não faltava nada, mas não dava carinho de forma nenhuma. Em determinada ocasião, ela toda alegre ao chegar em casa disse; “oi pai”. Ele, imediatamente, contestou secamente: “oi não, senhor.” Uma outra o pai se mandou quando tinha seis anos. Tinha dormido com metade de Manaus.
Conheci uma assim em Porto Alegre; que ela não leia isso aqui. Se enquadrava perfeitamente nesse perfil.
São mais de trinta anos como professor. Quantos alunos ? 5, 10 mil ? Nem percebiam, mas as minhas perguntas muitas vezes buscavam a aprender algo pessoal no campo afetivo. No meio da conversa perguntava se morava com o pai e a mãe. Se era hetero ou gay, homem ou mulher, sempre, sem perceber, descobria como foi/era as relações com os pais. Por isso posso escrever isso aqui com tranquilidade.
Depois que casei, contava para a Fabiana as histórias ouvidas, que reclamava: “Esse  pessoal  vai contando a vida  deles assim, eh ?”  Eu respondia: é que eu deveria ter sido ser padre ou psicólogo. Muitas da histórias que ouvi, foram ditas, em uma roda de alunos.
Quando, já próximo dos quarenta, e solteiro, uma menina com seus dezessete ou dezoito começava a se insinuar; eu no meio da conversa perguntava:  e aí moras com os teus pais ? Na maioria esmagadora as respostas eram: “Não meus pais são separados”;  “Pedi meu pai muito nova”;  “O meu pai não está nem aí pra mim.” Nesse caso o relacionamento com o sujeito mais velho era uma tentativa inconsciente de repor o afeto não recebido. Há exceções a regra, obviamente.
O homem mulherengo ou galinha que nunca casa, ou vive período pequeno com uma mulher e   logo passa   para  outra  ( não sei nada da criação do Fábio Jr., se fosse meu aluno, eu saberia com certeza), é carente de mãe. Eu conheci algumas pessoas assim.
O  e-leitor inteligente já sacou que se a carência é por pessoa do mesmo sexo; isto é, o filho carente de pai e a filha carente de mãe pode levá-lo(a) ao homossexualismo. Essa é a causa número 1.
Quando adolescemos os hormônios provocam interesses que não tivemos antes. Lembro-me muito bem  que quando estava no último ano do “primário”, eu ficava pensando: essas meninas sempre estudaram comigo e nunca percebi que eram bonitas e “boas”.
Quando os hormônios chegam, dependendo de como foi o amor recebido, sentimos atração pelo sexo oposto ou pelo mesmo sexo. Essa carência adormecida (mencionada acima) se manifesta, aí a criança que nunca se interessou por ninguém, de repente pode se interessar por alguém do mesmo sexo, e não sabe o que está acontecendo. E depois de adulto diz: “eu já nasci assim.” Nasceu não. Não nesta primeira causa. O gene gay é outra história.
Fabiana outro dia chegou em casa dizendo: “encontrei mais um dentro dessa tua classificação. Um colega de trabalho, gayzão, disse com todas as letras, que era assim, porque nunca recebeu carinho do pai dele.”
São vítimas do pai ausente ou machão. Pais e mães que não beijam, nem abraçam os filhos/filhas. “Porque macho não beija macho.” Está vivo, mas é com se não estivesse. Nunca é carinhoso. A mãe não é carinhosa, ou é grosseira ou violenta, ausente. Há aqueles que perderam a mãe ou pai muito cedo e não superam isso.
Cada caso é um caso. A minha mãe perdeu a dela aos cinco anos.
E o psíquico do menino ou da menina vai acumulando essa carência de afeto. Quando os hormônios chegam, ele/ela se interessa por pessoas do mesmo sexo, e nem sabe por que.
Mas psicólogo não pode ajudar, nem se meter nisso. Ser gay não é doença, diz o Conselho Federal de Psicologia. Se não é doença, é carência.
Outro dia vi a reportagem de um médico, que segundo ele, deixou de ser gay. Converteu-se a uma igreja evangélica. Rezou - desculpe-me, crente não reza, ora - por nove anos, e sentia que não estava curado. Até ir atrás da causa, pois acreditava que não nasceu assim. Partiu para análise, foi atrás dos seus fantasmas. Bingo ! Casou e teve filhos. Recebeu milhões de protestos porque defendeu sua experiência de “cura”.
Isso não tem nada a ver com sessões de curas gay que existem em certas igrejas.
Por isso mulheres beijem muitos seus filhos e filhas; pais beijem muito seus filhos e filhas. Aí eles vão crescer felizes. Mas não se esqueçam: quem ama beija e corrige.

2.   Nessa segunda causa temos o filho afeminado ou efeminado.
Eu tinha muitas dúvidas nesse conceito.  No caso anterior, como vivi e convivi com pessoas na situação citada, ficou mais fácil de perceber. Aqui o meu entendimento era incompleto, mas no livro “Alma Livre”  encontrei as respostas que parecem fazer sentido.  O autor é  um pastor aqui de Manaus, psicólogo, que alega ser ex- homossexual, que conta a sua história.
Tomei conhecimento do livro há três anos num intervalo de uma aula no curso de Administração da UFAM, quando uma aluna minha, Mariana,estava lendo-o e pedi para lê-lo.
Homem com a masculinidade deformada. A expressão externa demonstra uma certa delicadeza ao falar, no tom de voz, e nos trejeitos. Não necessariamente é homossexual. É também chamado “filho de vó ou filhinho da mamãe”. Quando os hormônios chegaram, ele não vai atrás de pessoa do sexo oposto. A falta de masculinidade é um reflexo da personalidade da pessoa. É filho da mãe ou do pai superprotetor; ou que trata o filho como se fosse uma criança. A personalidade fica deformada, e o sujeito não é macho suficiente de se aproximar de uma mulher e lhe dar uma cantada (ou insinuar suas intenções). É a situação oposta da carência. Recebeu tanta paparicação da mãe, que parece que supriu toda a necessidade.  É como se tivesse comido tanto doce de leite, que quando aparece o pudim, não se interessa.
Pode ficar solteiro a vida toda e não ser homossexual, mas sua postura atrair outros homos que acreditam que ele seja gay.

3.    Terceiro caso é os que foram abusados sexualmente por um período prolongado. Costumaram-se com a coisa. Li numa reportagem que aí o estrago é maior. Alguns deles também se tornam abusadores quando adultos. É como se fosse uma vingança inconsciente. Há exceções, obviamente.

4.   No quarto caso, o ambiente é totalmente dominado pelo sexo oposto. Conheço dois casos assim perto de onde morava na Aparecida. O menino criado no meio de um bocado de irmãs, sem a figura do pai como referência masculina. 
O segundo caso  é uma moça; hoje uma senhora, única mulher no meio de uns seis homens. Virou homem também.
Conheço mais casos assim, mas não vou mencioná-los, os amigos saberão de quem estou falando.

5.   Na quinta situação, é,  na realidade, o que a grande maioria dos gays pensa que é: “já nasci assim.” É o chamado gene gay, cujas causas são várias, e biológicas. Ele existe. Se existe pessoa que nasce sem braços, sem cérebro; existe pessoa que nasceu como os dois sexos; ou até mesmo com duas cabeças, com as irmãs siamesas, que vi no programa da Oprah;  por que não haveria de nascer com a sexualidade que levassem a ter atração por pessoas do mesmo sexo ? Isto é ponto pacífico. Já está comprovado.

Esse cinco exemplos assim merecem o meu respeito. São vítimas; embora, alguns acreditam que nasceram assim. Não é verdade. São vítimas da criação que tiveram.

Ninguém deixa de ser gay contra a sua vontade. Nenhum flameguista vai se tornar vascaíno a não ser por vontade própria. Agora proibir a ajuda psicológica de quem deseja mudar é um crime.
Veja isso: a psicóloga que teve o registro cassado no Paraná por tentar ajudar pessoas que queriam deixar de serem gays. A pergunta que não que calar é: essas pessoas foram levadas a força ou procuraram ajuda voluntariamente ?

“Em rede social,  ex-gays criam página para defender Marisa Lobo, que foi cassada pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná ao propor o tratamento da homossexualidade.” http://igay.ig.com.br/2014-05-26/ex-gays-defendem-psicologa-cassada-por-fazer-cura-gay.htm

6.    Nessa situação ocorre, acredito eu, com mais frequência com sexo masculino;  pois sei muito bem como funciona a cabeça do menino quando os hormônios chegam. Só pensam naquilo. Começaram a vida sexual como heteros. Mas na busca do prazer, não descartam ter relações com pessoas do mesmo sexo, pois acreditam que vão continuar heteros. São os chamados passivos. Não tem nenhum  intenção se tornarem gays; mas o repetição e o convívio acabam virando ativos.
Esse tipo de iniciação gay está em declínio devido à facilidade de se encontrar parceiras nos dias atuais.
Há também a influência das más companhias (más para ti, dirão uns). Aqui vale o ditado “água mole pedra dura tanto bate até que fura.” Me refiro aos que se tornaram gays, homem ou mulher, por influência de outros.

7.  Há aqueles que foram corrompidos pelo dinheiro. Meninos e meninas, em geral pobres, que começaram por dinheiro e acabaram acostumando. Também acreditavam que permaneceriam heteros.

8.  Homens  que foram corrompidos a força nos presídios; e/ou  heterossexuais carentes de sexo, como a Suzane von Richthofen, que se casou recentemente na prisão com outra presidiária. São heteros que tinham vida sexual ativa, que sabem que não terão uma relação hetero tão cedo; e optam a ter relação com pessoas do mesmo sexo a ficar sem. E o chamado “quem não tem cão, cassa com gato.”

9.     E  por último (da minha lista)  são aqueles que não tenho nenhum respeito, e é o mais comum nos dias atuais. A pessoa que foi experimentar  para ver como é que é ter uma relação gay. Hoje tem muita gente que pensa assim: o que tem de errado ter uma relação gay ? Vou experimentar e daí?
Isso me lembra um professor de saudosa memória do ICHL da UFAM. Um belo dia ao chegar na cantina,  eu o encontrei discursando contra a “visão funcional” do uso do ânus. Era um bom sujeito, um bom professor; que defendia o multiuso do ânus.
Nesta categoria encontram-se os  heteros que a buscar do prazer não tem limites. E por terem o psíquico de heteros, isto é, gostam do sexo oposto, muitas vezes vão lá e voltam; ou se dizem bissexuais. Preste atenção. Sou capaz de listar vários nomes que tiveram uma relação gay assumida, e depois se casaram com pessoas do sexo oposto.
Uma vez assisti dom Paulo Evaristo, cardeal Arns, sendo entrevistado pela Marília Gabriela; e ele disse que  existem gays temporários, os que experimentaram. Considerando que ele ouve confissões, só posso acreditar.

Gays Tardios 

Os casos mais destacados pela mídia, dos gays tardios, que só "se descobriram gays" agora, são os cantores Rick Martin, 42 anos, e Daniela Mercury,49 anos. Ambos tiveram mais de um casamento. Experiementaram e gostaram. Receberam um bocado de elogios e mensagens de apoio. É a glória !
Se Daniela Mercury sonhasse que faria o maior sucesso se assumindo gay; com certeza teria assumido antes.  
O cantor Agnaldo Timóteo não gostou muito não, e  disse: “Como é que uma pessoa que casou quatro vezes, e tem três filhos descobriu agora que é gay ?”
" Do ponto vista promocional, ela deu um golpe de gênio. Ela aproveitou que o deputado Marco Feliciano estava sendo massacrado pela sociedade e se promoveu na carreira." Comentou Timóteo.
Quando a Daniela apresentou a "esposa" no programa de Fátima Bernardes, ele disse:
“Não tenho nada contra os gays, até porque sei que isso não é doença, é opção de cada um. Mas ela ir a um programa às 10h da manhã e apresentar a outra como a sua esposa é demais. Ela é homem por acaso para ter mulher? Mudou de nome? Se chama Mário? Tem bilau? Falar e beijar a mulher num horário em que tem muitas crianças assistindo TV é demais. Minha filha de seis anos e meio assistiu àquilo. Temos que defender a mentalidade pura das nossas crianças”.
Bom ! Isso aqui não foi escrito para falar da Daniela. Vamos em frente.

E a Bíblia ?

Rick Martin e o âncora da CNN, Anderson Cooper, quando saíram dos armários, disseram que era uma benção ser gay. Só não disseram de onde vêm essas benções.
Há aqueles que dizem: “Deus  aprova  todo  tipo  de  amor.” Isso é verdade dependendo de que deus estão falando.
A que deus eles se referem? Deuses indianos, shintoistas ou gregos ?
Se for o Deus de Abraão, Isaac e Jacob, não aprova não.
No Levítico capítulo 18, versículo 22:
“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é.”

E  capítulo 20, versículo 13:
“Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles.”

Na sua carta aos Romanos, São Paulo  escreve:
 “ 24Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si.”
“ 26Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza.
“27Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão.”

São Paulo na sua primeira carta aos  Coríntios,  capítulo 6, versículos  9 e 10, escreve:
“9Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?

10Não vos enganeis: nem os  impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.


Acho que Deus não está provando não.

E  você meu amigo, minha amiga homossexual onde você se enquadra ? Em nenhum delas ? Por quê ? Por que há mais opções ou por que você não concorda com nenhuma delas? Ou por que você é daqueles que dizem já nasci assim. Então se enquadra no gene gay?

Está feita a minha declaração de voto. Mesmo que muitos discordem.
Não tenho procuração de Deus para julgar ou condenar quem quer seja. Mas tenho obrigação de me posicionar. Se você é cristão é deseja amar o seu próximo como a si mesmo, se posicionar contra, também pode ser um ato de amor.
Boa semana a todos.

"Se receberes insultos porque pregais em nome de Cristo, felizes sois vós! O espírito de glória, que é o Espírito de Deus, repousa sobre vós." (IPd 4, 13).


Cláudio Nogueira

domingo, 16 de novembro de 2014

Thomaz Nogueira votou no Aécio Neves e a Insônia de Eduardo Braga


O senador derrotado na disputa do governo do Estado do Amazonas, Eduardo Braga deve estar perdendo o sono com seu futuro político e o futuro político de seus adversários: Omar Aziz, Arthur Neto e José Melo. Parece que eles exercem cargos que acredita pertencerem a ele: senador, governador e prefeito.
A situação do senador não é muito confortável. Em dois anos teremos eleição para a prefeitura de Manaus, e ele não terá coragem de enfrentar o atual prefeito; que faz um bom trabalho, e mostrou força política elegendo o seu filho para a Câmara Federal com uma votação histórica; e com a vitória do governador José Melo, que teve o seu apoio ostensivo.
Se mesmo com a falta de recursos o prefeito consegue trabalhar;  muito mais deverá fazer agora, considerando que mais de 200 milhões estão a caminho. Em 2016 deverá ser reeleito com facilidade.
O senador foi derrotado junto com a senadora Vanessa Graziotin na eleição passada para prefeito; por isso e pelo exposto acima não deverá concorrer.
Ele busca colocar um político na direção da Suframa; alguém que possa controlar e que possa ter muita visibilidade para se arriscar a concorrer contra Arthur; para tirá-lo da disputa de 2018. Contudo, se o Planalto comprar esse projeto, Praciano, que teve mais de 500 mil votos para senador, tem mais chances de ganhar a vaga. Na realidade, conta à lenda que o deputado recebeu um cheque nominal para o cargo de superintendente, para motivá-lo a concorrer ao Senado contra o ex-governador Omar Aziz. Só se esqueceram de combinar com os russos, digo, com o público. Braga foi derrotado e melou tudo. Esse cheque anda meio sem fundos.
Como citado em texto anterior, Braga tem chances de emplacar a deputada federal Rebeca Garcia no comando da Suframa, ou Praciano emplacar a si mesmo, só se fizermos uma análise como se faz em determinadas situações na análise econômica, isto é, se congelarmos todas as outras variáveis: ceteris paribus.
E que variáveis congeladas são essas?
A principal delas é o governador José Melo não participar da escolha do novo superintendente. O que acredito ser muito difícil por várias razões. A mais forte delas é que historicamente os governadores no Brasil tem uma ascendência muito grande sobre a bancada federal, especialmente pelo número de cargos que podem oferecer. Não raro, um governador chama um eleito para uma secretaria, provocando a ascensão de algum suplente. Nada é feito inocentemente.
Alguém aí mencionou que o partido do governador, PROS, faz parte da base aliada do governo ?
O governador Braga indicou a superintendente da Suframa, Flávia Grosso, por todo o seu mandato. Quando saiu do governo estadual, mesmo estando nas graças de Lula e Dilma, sua ungida foi substituída por Thomaz Nogueira,  indicado ao cargo pelo governador eleito na época, Omar Aziz; que, diga-se de passagem, havia derrotado Lula, Dilma e Alfredo Nascimento. O Planalto foi pragmático e não misturou as coisas, o governador eleito fez a escolha.
O que tira o sono do senador Eduardo Braga é o fato de que não poderá também concorrer ao governo do Estado em 2018. Neste momento as condições não lhe favorecessem. Mas como não existe nada mais diferente na face da terra do que duas eleições, tudo é possível.
Braga, estrela decadente por essas bandas, vai precisar muito do apoio do Planalto.  Se o prefeito se reeleger e continuar com o índice de aprovação em que se encontra, será difícil não ser eleito governador.
Sem contar com o fato de que o senador eleito Omar Aziz é, também, um candidato potencial ao governo estadual. E em 2018 poderá contar com apoio de José Melo (leia-se Henrique Oliveira), que foi escolhido por ele para ser seu sucessor. 
Para se livrar de Arthur, de repente, cansado de perder no Amazonas, o Planalto poderá até apostar suas fichas em Omar, cujos índices de aprovação e rejeição andam em sentidos opostos aos do Braga.
Se tentar a reeleição ao Senado, Braga deverá concorrer contra o governador José Melo e; possivelmente, contra Arthur Bisneto. A senadora Vanessa Graziotin também está no  grupo dos que tem insônia; e, possivelmente, entrará no grupo dos senadores que viraram deputados.
Se não bastasse esse pesadelo todo, ainda existe a possibilidade do senador Omar Aziz se tornar ministro. Como cardeal do PSD, apesar de já ter sido anunciado que será o líder do seu partido no Senado, tudo é possível.
Omar Aziz é o vice-presidente do PSD, que comanda um ministério, a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, chefiada por Guilherme Afif Domingos. Nesse segundo mandato da presidenta, o PSD deverá ter uma partipação maior.
Dia 5 último, Omar Aziz e outros membros do PSD se encontraram com a presidenta. Braga passou a noite em claro ao ver a foto abaixo, e ao ler o seguinte diálogo divulgado pela imprensa:
Foto que deixou Braga sem dormir
“Nesse momento, fazemos parte da vitória diretamente, portanto, cabe a nós darmos sustentação a esse Governo, para conseguirmos fazer as mudanças que o povo brasileiro e nós queremos. Tenha certeza que a senhora contará com um partido muito unido no Congresso Nacional." Disse Omar Aziz.
No que a presidenta comentou: “Conto com o PSD como protagonista, tanto nas mudanças que vamos fazer quanto como membro do governo, para que essas reformas sejam levadas a cabo com sucesso."
"Membro do governo!!?? Alguém me dê um tylenol extra-forte”.
Foi aí que se deu continuidade a uma estratégia em curso para se queimar o filme de Omar Aziz no Planalto: repetir e publicar pela quarta vez que o Thomaz Nogueira, ex-superintendente da Suframa votou no Aécio. Já haviam dito isso três vezes anteriormente, mas parece que a presidenta não anda lendo a sessão Sim & Não do jornal A Crítica. Então Braga teve a ideia brilhante de ele mesmo repetir esse mantra em entrevista coletiva realizada dia 14. Quem sabe a grande imprensa não divulga essa verdade inventada e queima o filme do senador eleito Omar Aziz. Só o tempo dirá se essa desesperadora estratégia surtiu efeito. Por via das dúvidas, vou dar uma força ao senador. Vou fazer como sempre faço: todas às vezes que acredito que o texto interessa a determinada pessoa, eu mando para ela. Mandarei esse para todos os senadores do PT.
Não vejo Thomaz Nogueira perder o sono por causa disso. Muito pelo contrário. Estamos todos nos preparando, para no feriado, irmos em caravana para Curitiba; para os quinze anos da mais bonita das curitibanas. Vamos contando com a proteção, que sempre tivemos,de Nossa Senhora Aparecida, e de nosso patriarca que junto ao Pai intercede por nós. 
Paradoxalmente, o que pesa a favor de Braga é o crescimento político de Arthur Neto. Isso pode lhe ajudar a ter uma posição de destaque, ou ter pedidos de verbas federais para prefeituras do interior atendidas com mais frequência. O próprio Arthur Neto conseguiu se eleger senador com esse tipo de ajuda do Planalto, quando foi ministro de FHC.
O Planalto já deve ter percebido a redução dos votos que teve no Amazonas nas últimas eleições. Foram três eleições seguidas perdidas; uma para prefeito e duas para o governo do Estado.  No segundo turno, Aécio cresceu 71 por cento; enquanto Dilma somente 12 por cento.
Isso ajuda ou atrapalha a vida de Eduardo Braga? Isso depende da análise do Planalto de quem vai trazer-lhe mais votos em 2018: Braga, Omar Aziz e/ou José Melo.
Segundo a revista Carta Capital, no segundo turno, Braga quis descolar sua imagem da imagem da presidenta, pois achava que a popularidade dela estava em baixa, mas queria associação com Lula. Hoje esta distância não lhe serve mais, muito pelo contrário. Quanto mais perto da presidenta, melhor.
Que Nossa Senhora de Nazaré, paróquia que frequenta quando está em Manaus, interceda pelo senador e lhe dê paz.
Thomaz Nogueira votou na Dilma.

"Feliz o homem que põe sua confiança em Senhor e não nos poderosos."

Cláudio Nogueira





sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O Novo Superintendente da Suframa

       
      Contra-indicado a e-leitores sensíveis aos componentes do texto.


     Depois de três anos como superintendente da  Suframa, Thomaz Nogueira deixou a cargo na última quarta-feira, num dos dias mais felizes de sua vida. Não posso afirmar muita coisa sobre o sentimento de outrem, mas esse eu posso. Foi o dia do casamento da sua filha mais velha.
     Mas esse é um assunto dele. Rei morto, rei posto. Nosso assunto é outro: o novo e o futuro superintendente da Suframa.
     O atual e interino, até que se decida ao contrário, é o funcionário de carreira, Gustavo Adolfo Igrejas Filgueiras, que era o superintendente adjunto de Projetos.
   Está merecidamente no lugar certo. Tem o perfil desejado: é técnico, não é político (requisito necessário segundo as associações empresariais); conhece muito bem a instituição que dirige; conhece bem a Zona Franca de Manaus. Não sei se entende de guerra fiscal. Não estou insinuando que não entenda. Estou dizendo que desconheço.
    Pelo perfil técnico seria muito bom se fosse efetivado no cargo, mas não creio que vá ser.
   O super para atender os anseios da sociedade amazonense, e não somente os do Planalto, leia-se, Ministério do Planejamento, Orçamento & Gestão e Ministério do Desenvolvimento Indústria & Comércio Exterior, é necessário que não tenha apego ao poder. Desta forma, sendo servidor concursado, Gustavo Filgueiras pode ter uma certa independência, se não tiver medo de perder o cargo. Mas isso só funcionaria, disse e repito, se não for apegado ao poder, e não se importar de volta a trabalhar em outra função subordinada depois de ter sido efetivado como titular. No momento deve estar certo de que é interino.

Diário Oficial da União - 10.11.14
A mídia diz que o senador Eduardo Braga tenta colocar no cargo a deputada federal, Rebeca Garcia, desempregada a partir de janeiro. Eu, particularmente (agora não tão particular) acho que seria um bom nome. Ela e minha esposa provaram que beleza e inteligência podem andar juntas. É economista formada pela Boston University. E é rica. O que é muito importante. Isso pesa contra o Igrejas e o Praciano, que segundo comenta-se esta batalhando pelo cargo.
Para ser o super da Suframa é necessário ser rico? Não. Mas para não dizer sempre amém ao Planalto é necessário que o candidato não se importe de perder o emprego. Foi por isso que o Thomaz Nogueira não temeu sair da Suframa; pois há 35 anos é funcionário de carreira da Sefaz.
     Vamos deixar as coisas bem claras. Não é função do super peitar o Planalto. Mas para os nossos interesses amazonenses e para resguardar a própria instituição é necessário que a pessoa tenha coragem de contestá-lo de vez em quando.
      Mas vamos voltar a Rebeca Garcia.
    Se ela tem intenção de concorrer a Prefeitura de Manaus em dois anos (vai ser difícil bater o Arthur Neto, principalmente, se os 200 milhões de dólares que pediu emprestado forem liberados), ela precisa estar na mídia.
     O que pesa contra ela é que vai ter de agradar ao Eduardo Braga, que deve ser quem vai patrocinar a sua candidatura; e este tem de agradar o Planalto, pois o seu futuro político passa pela Dilma.
    Ele também corre o risco de ficar esquecido. Vai precisar asfaltar a BR 319, conseguir verbas para prefeitos (vai virar porteiro), e outras coisas mais, para chamar atenção para a sua pessoa. Deverá enfrentar uma pedreira chamada Arthur em quatro anos, se decidir concorrer ao governo do Estado. Resumo da ópera: nem Braga, nem Rebeca terão coragem de dizer que o rei está nu, quando for necessário. Ou seria a Rainha?  Não. São os reis dos ministérios, segundo Nogueira, o outro. Rainha, só se for a do Planejamento.
     Além do que, o mais óbvio, o governador José Melo não deverá concordar que uma concorrente vá para um cargo tão importante. Para quem não se lembra, o PROS é da base aliada e estava na cédula de votação (expressão antiga, pois isso nem existe mais) da presidenta Dilma nas últimas eleições.
     Eu como o FHC (será que ele vai me processar por causa disso?) só escrevo para gente inteligente e bem informada. Por conta disso, ¿ preciso escrever quais os motivos o Praciano na Suframa não atende os nossos interesses? Ele abriu não, a pedido do partido ou do Planalto, de uma reeleição certa, para concorrer, contra ao Omar Aziz, ao Senado. Ganhar era missão quase impossível. Deverá receber alguma  recompensa, acredito eu.
    Ok. Vamos dar aos governistas federais que querem assumir a Suframa o benefício da dúvida e deixar que indiquem o novo super (José Melo não permitirá sem contestar). Vamos (a)creditar que a proximidade com Planalto os torne mais capazes de terem suas demandas atendidas. Tudo é possível. Mas antes é necessário que tenham coragem de reivindicar.               Lembram-se da instalação da fábrica de tabletes (no vernáculo mesmo) da Foxconn em Jundiaí ? Quem reclamou por nós ?
    O ungido pode até ser um técnico, mas escolha é política. Há bons nomes para assumir o posto, obedecendo os critérios de conhecer bem o modelo, serem competentes e não terem apego ao cargo: Rodemarck Castelo Branco, José Seráfico, Serafim Corrêa (seu apoio a José Melo foi decisivo, mas o PSB apoiou o Aécio), Denis Minev, Jaime Benchimol, Admilton Salazar, Afonso Lobo e Francisco Mourão para citar alguns.
    Atenção! A lista é minha, não perguntei isso a eles. Talvez não tenham interesse nenhum no cargo. Contudo, uma coisa é ter interesse, outra é ser convidado e aceitar o desafio.
     Também colocaria nesta lista, o titular da SEMEF, Ulisses Tapajós, mas não creio que o prefeito Arthur Neto o liberasse  (talvez atendendo a um  pedido do governador), e o Planalto aceitasse.
     Nada contra Gustavo Igrejas, tudo a favor. Posso estar errado, mas não creio que advogasse que o CBA se desmembrasse da Suframa. Pois todo funcionário que conheci da instituição, com raríssimas exceções, acha que aquilo é deles. E desde quando a Suframa foi criada para administrar uma instituição como o CBA? É igual ao pai que nunca deixa o filho sair de casa.
    Nós estamos falando de a própria Suframa advogar o desmembramento do CBA para que se torne num novo INPA ou EMBRAPA, dentro das suas funções, é claro. Contudo, super nenhum tem poder de fazer esse desmembramento, isso tem de ser decidido em Brasília.
    Só nos resta aguardar. A escolha do titular da Suframa pode ser decidido a qualquer hora.     Afinal tanto a presidenta Dilma quanto  o governador José Melo não precisam esperar 1o de janeiro para assumirem o poder. 


Cláudio Nogueira